The Secret Language of Birds - Por Fransérgio Pignaton

04:09 Postado por Geremias Pignaton






Pala musical no Blog do Gerê.

No último Domingo (15/05), esteve aqui no Rio se apresentando Ian Anderson, o líder de todas as épocas do Jethro Tull. Portanto, como homenagem ao Ian e ao Gerê, que gosta tanto de pássaros - não à toa, diga-se de passagem - o disco da vez é “The Secret Language of Birds”.

Esse é o terceiro disco solo do Ian Anderson, lançando em paralelo às atividades do Tull, no ano 2000. Este é o disco solo do Ian que mais me agrada. Basicamente, é um álbum só com músicas acústicas; músicas acústicas sempre estiveram presentes no Tull, muitos discos são bem balanceados entre o rock mais elétrico e o acústico, mas nunca houve, antes deste, um álbum puramente acústico. Os trabalhos de violão e bandolim casam perfeitamente com a sempre marcante flauta, além de acordeão que dá um tom ainda mais “folk” ao disco. Enfim, este disco é um prato cheio de torresmo com mariola para quem é fã do Tull acústico... e para os amantes da “boa” música em geral.

A faixa título abre o disco, e dita bem o clima do disco: “Você deve ficar comigo e aprender a secreta língua dos pássaros”. No entanto, além do disco girar em torno do clima acústico, as influências orientais são diversas, como se percebe claramente na faixa “A better moon” - coisa que já acontecia nos discos do Jethro Tull há um longo período. A minha preferida do disco talvez seja “Sanctuary”, com um trabalho de violino muito bacana. E, assim, o disco segue calmo e prazeroso, como o despertar de um sábado ensolarado ao som de pássaros.

The secret language of birds:

This sparkling wine is all but empty. Too late for trains and no taxis. I know the feeling. Seems all too contrived. There was no master plan but the fact is: you must stay with me and learn the secret language of birds.
A tentative dawn about to be breaking on a Rousseau garden with monkeys in hiding. The truth of the matter, yet to be spoken in words on which everything, everything's riding. Now stay with me and learn the secret language of birds.
Circled by swallowsin a world for the weary. Courted by warblers; wicked and eloquent trilling.
Lie in the stillness, window cracked open. Extended moments, hours for the taking. Careless hair on the pillow, a bold brushstroke. Painted verse with a chorus in waiting. Stay with me and learn the secret language of birds.


Para ouvir:

The secret language of birds:
http://www.youtube.com/watch?v=zJUhwzBnlHo

A better moon:
http://www.youtube.com/watch?v=e2tVK3EMLUc&feature=related

Sanctuary
http://www.youtube.com/watch?v=wW_ityHZHSE

Jasmine Corridor:
http://www.youtube.com/watch?v=8kNjenVZweQ&feature=fvsr

The little flower girl
http://www.youtube.com/watch?v=k5u01mSRq8g

Para ouvir, assistir e dançar (se for capaz):

Boris Dancing:
http://www.youtube.com/watch?v=0ytVdIWQLpY&feature=related
Aqui uma versão ao vivo da música instrumental que, conforme diz o Ian no vídeo, é muito difícil de se dançar, a não ser que você seja Boris Yeltsin.

P.S.: Infelizmente não pude ir ao show.

Mondo Cane - Por Fransérgio Demarchi Pignaton

17:41 Postado por Geremias Pignaton


Pala musical no Blog do Gerê.

Bom, escolher qual disco começar foi muito difícil, começar pelas minhas bandas preferidas? Começar pelo disco mais recente? Enfim, depois de pensar muito sobre o que escreve e vencer a preguiça, escolhi Mondo Cane.

Por que esse disco? Simples, mistura duas coisas que gosto: rock e Itália. Esse disco é de um camarada chamado Mike Patton, para quem se lembra das bandas do início da década de 90, certamente se lembra do Faith no More. Era uma banda de rock que mesclava um rock pesado com o rap; fazia isso com estrema naturalidade. Efetivamente, eu não sou fã de rap, e quase nunca gosto do resultado dessa fusão, mas o Faith no More foi uma das poucas bandas que me fez apreciar esta mistura. O mérito disso, na verdade, era do seu versátil vocalista, Mike Patton.

Apresentações feitas e memórias refrescadas, vamos ao disco. Mondo Cane é um disco só de músicas populares italianas - pelo que li, por que não sou grande conhecedor da música popular italiana – focado nas décadas de 50 e 60. Não são versões roqueiras de canções italianas, mas sim versões próximas as originais, com a participação de uma orquestra de umas sessenta pessoas (Hum... que chique!); muito diferente de meia dúzia de roqueiros pulguentos sobre o palco. No entanto, os pontos altos são as canções “più calde”, como a “Che notte” onde a versatilidade de Patton se destaca, e sua veia roqueira pulsa na garganta. A minha preferida é “20 km al giorno”.

20 km al giorno

10 all'andata

10 al ritorno

20 km al giorno

per poi sentirmi dire che

non hai voglia di uscire

20 km al giorno

polvere e sole

andata e ritorno

20 km al giorno

per poi sentirmi dire che

non mi vuoi piu' vedere

avevo le scarpe pulite

e la camicia

fresca di bucato

un mazzo di fiori di prato

ma tutto e' andato sprecato

a 20 km al giorno

breve l'andata

lungo il ritorno

20 km al giorno

per poi tornare a casa e

non pensare che a te

avevo le scarpe pulite

e la camicia

fresca di bucato

un mazzo di fiori di prato

ma tutto e' andato sprecato

20 km al giorno

10 all'andata

10 al ritorno

20 km al giorno

per poi tornare a casa e

non pensare che a te

la la la la la la la la

la la la la

la la la la

A título de curiosidade, e também para entender o motivo de um roqueiro americano ter gravado um disco só de música italiana, e que Patton, além de seus discos pós-FNM serem praticamente experiências sonoras nada comerciais, foi casado com uma italiana e morou lá por um período, foi quando realmente começou a se interessar pela música italiana.

Para os puritanos, sejam roqueiros ou italianos, pode ser uma decepção, mas se vc for um curioso pode até gostar...

Abaixo link para assistir algumas canções do álbum:

http://www.youtube.com/watch?v=CocwaE9JvGU

http://www.youtube.com/watch?v=Q69UuQxBZUY&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=_oW1Ynkhj_g

Santa Maria Della Salute - Por Silvestre Depizzol Vicente

10:24 Postado por Geremias Pignaton

Entronado numa colina,
Entre montanhas verdejantes,
Acolhe o Santuário da Senhora da Saúde
Os caminhantes da paz divina.
Não se ilude o peregrino,
Aqui é a Casa do Senhor,
A casa da Mãe de Jesus.

No Santário entra.
Solitário, em murmúrio, em sussurro,em gemido
Uma prece entoa - Ave Maria, Senhora da Saúde.
Lágrimas escorrem,
Aflora a emoção numa singela oração.

Santa Maria della Salute, presente celestial dos italianos imigrantes.
Neste pedaço de terra abençoada
A Igrejinha foi edificada.
Aqui mora nossa devoção.
Aqui mora nossa gratidão.
Aqui pulsa forte nosso coração.

Teu rosto suave, Virgem Maria,
Enche-nos de alegria.
Aqui neste chão de Ibiraçu,
A natureza dá-te mais beleza.
Túnica rosa, manto azul, carregas no colo teu filho Jesus, nosso irmão.
Ilumina nossos caminhos
E dá-nos proteção a doçura do teu olhar.

Deixa-me plagiar o grande mestre da oratória,
Padre Antônio Vieira: Queres saber quão feliz, quão alto e quão digno de existir Maria.
Ela existe para que dela nascesse Deus.
Pergunta aos doentes, aos enfermos, aos sem esperança para que nasceu esta celestial menina? Dir-te-ão que nasceu para ser a SENHORA DA SAÚDE.

(Fragmentos, momentos e sentimentos do povo de Ibiraçu - Silvestre Depizzol Vicente )

Matriz de São Marcos - Por Silvestre Depizzol Vicente

03:34 Postado por Geremias Pignaton

Guardiã da fé do povo de Ibiraçu,


Edificada pelos imigrantes,


Brilha, numa colina, soberana e majestosa.


Aos fiéis espalha raios de luz.


Noite e dia, sobem à colina


Em busca de um lugar próximo a Deus.


Outrora de pedras, sua ladeira foi pisada


Por passos leves, por passos firmes, por passos céleres, por passos trôpegos, rastejantes, cansados.


Imponente, sem rival, à passagem dos trens durante anos assistiu.


A locomotiva, em golfadas de fumaça, apitava, estrilava


Como quem proteção pedisse para uma boa viagem.


Nas classes, benziam-se os viajantes,


Um aceno à igreja faziam, um até logo, talvez um adeus.


Dia de festa, a matriz se embandeirava,


Vestia-se de gala.


Bimbalhava solenemente o sino.


Hora da reza, hora da missa.


Também tristemente balbuciava o sino,


Soluçava, momentos de tristeza chorava.


Quantos entes queridos, no seu ventre, foram velados!


Ali também a bênção de seus filhos presenciou.


Uma nova vida, uma nova família.


Hoje, caminheiros por ali passam


Seguindo o rumo do sertão,


Também a Deus pedem em oração uma bênção.


Você é a mais bela, lugar sagrado de nossos antepassados.


Testemunha do sol nascente


Que, por detrás do Aricanga ,brota.


É o sol a sua coroa no infinito azul.


À noite, um jardim de estrelas cobre-lhe com seu manto.


Igreja de São Marcos, guardiã da fé, testemunha da história do povo de Ibiraçu.




( Fragmentos, momentos e sentimentos do povo de Ibiraçu - Silvestre Depizzol Vicente )

Dez Anos X O Resto /// Por Ruberval Pignaton

02:49 Postado por Geremias Pignaton

Em 1955, então candidato a presidente da República, Juscelino Kubitschek prometeu que se eleito, faria em cinco anos de administração o que o Brasil não havia feito em cem.

Por ironia do destino e quase nas mesmas proporções, no município de Ibiraçu vivemos algo análogo, com a única diferença de aqui não ter sido feito essa promessa.

Nas duas oportunidades que a administração municipal foi representada pela oposição, centradas na pessoa de Jauber Pignaton, que em ambas contando com a colaboração expressiva de seus vereadores, podemos afirmar que ele fez em seus somados dez anos das duas gestões o que praticamente não se fez no resto da história política administrativa de Ibiraçu. Isso não sou eu que escrevo, mas a história é quem registra.

Se realmente houvesse ocorrido dedicação e existisse o amor pela nossa cidade como propaga quem deteve, e detém, o restante do tempo o poder - excetuando-se o período que a administração municipal teve Jauber Pignaton e parte Tião Mattiuzzi à frente, ou seja, dez a doze anos - muito mais nós munícipes teríamos para usufruir.

Não obstante, por mais de uma década, tivemos a oportunidade de sermos representados na Câmara dos Deputados por um filho de Ibiraçu, assim como este mesmo filho esteve em outros postos importantes da administração pública estadual, e, nem com isso, lembro-me de qualquer obra concreta de relevância que tivesse sido agregado ao povo de Ibiraçu, abrindo contudo espaço para os que souberem ou lembrarem mencionarmos.

Essa reflexão precisa ser mais profunda pelo nosso povo, principalmente eleitores, por que em eleições municipais, basta usar por sete vezes a tecla da urna eletrônica para se desenhar um futuro feliz e promissor, sem esquecer que aquele mesmo sete, é, também por ironia do destino, exatamente a número e conta dos mentirosos.

Uma Pedra Sobre Pau Gigante /// Por Ruberval Pignaton

09:12 Postado por Geremias Pignaton



Em companhia de moradores e familiares da comunidade de Valada Maffei, no último dia 14 de novembro nos dirigimos ao outro lado da montanha da reserva biológica de Aricanga, nos fundos da localidade de Santa Maria de Angola, no território de Ibiraçu , para visitarmos e registramos pessoalmente mais esse monumento natural de Ibiraçu, sinônimo de equilíbrio, fé, robustez e esperança do povo ibiraçuense.

O fenômeno, que melhor se expressa como um protesto da natureza, que atendendo a um pedido superior se dirigiu ao toco de uma árvore de Ipê de quase quatro metros de altura, mais de mil anos de existência e com quase oito metros de circunferência, - cortado pelos nativos da região há mais de meio século, mas até hoje no interior de uma mata praticamente virgem -, e colocou a pedra, cujo seu peso se aproxima de quatro toneladas, como quem disse:

CHEGA! BASTA!

SUSPENDAM A DEVASTAÇÃO DAS NOSSAS FLORESTAS.

O toco aonde está a pedra, remanescente da mata atlântica, era uma árvore do Ipê muito grande, e, quando florescia, deveria ser vista a mais de dez quilômetros de distância naquele alto do morro do Aricanga, ao Leste.

Descoberto em 1971 pelo agricultor Valdir Cera, e, mesmo já tendo sido fotografado, o fenômeno continua despercebido e precisará antes de começar a ser visitado de preservação, porque a pedras está relativamente vulnerável sobre o toco e qualquer atrito poderá destruir aquela obra e patrimônio natural de Ibiraçu. As pessoas tendem a subir no monumento, através dos cipós da floresta. O próprio toco está comprometido no seu miolo e precisará ser reparado com urgência para poder ser mantida viva a história desse milagre, mesmo estando ele morto.

O mais provável que ocorrera, segundo opiniões dos poucos que já estiveram no local e a minha, inclusive de dificílimo acesso, foi a ocorrência de uma grande avalanche na montanha acima do local, que partiu algumas pedras e o pedaço de pedra sobre o toco, seria estilhaços da avalanche, o que parece ser o mais provável. Em 1975 um trator fez a estrada de acesso ao alto do Aricanga, a qual, dista mais de trezentos metros da "Pedra Sobre Pau Gigante", o que impossibilitaria a rolagem de pedras que fosse parar sobre o toco.

De qualquer forma, uma coisa é certa. O ser humano não interferiu em nenhum momento para a construção daquele patrimônio de ibiraçu. A pedra parece ter sido colocada por uma mão. Mas só se fosse a de Deus.

Festa de Natal/// Por Fransérgio Pignaton

02:33 Postado por Geremias Pignaton

Para o Natal de 2010, uma empresa deixou seus funcionários livres para organizar a festa. No entanto, devido a desentendimentos, as categorias de trabalhadores resolveram fazer festas separadas. Em cada festa, somente participarão os membros das categorias. Para cada festa, as categorias decidiram internamente que cada funcionário iria contribuir com uma percentagem do seu salário.

Vejam como ficou a contribuição e arrecadação de cada categoria:

Os membros da diretoria ganham R$ 5000, contribuíram com 32% do salário e são 3 diretores.

Os supervisores ganham R$ 4000, contribuíram com 41% do salário e são 8.

Os engenheiros ganham R$ 4700, contribuíram com 28% do salário e são 32

A peãozada ganha R$ 800, contribuíram com 36% do salário e são 19.




Arrecadação total para cada festa:

Festa da Diretoria R$ 4.800
Festa dos Engenheiros R$ 42.110
Festa dos Supervisores R$ 13.120
Festa dos Peões de Obra R$ 5.470

Custo das principais despesas da festa:

Grade de cerveja: R$ 50
Kg de carne: R$ 20
Peru: R$ 30

Resumo dos serviços para cada festa:

Diretoria: 48 kg de carne, 48 grades de cerveja e 48 perus para 3 pessoas (12 por pessoa)
Engenheiros: 421 kg de carne, 421 grades de cerveja e 421 perus para 32 pessoas (13 por pessoa)
Supervisores: 131 kg de carne, 131 grades de cerveja e 131 perus para 8 pessoas (16 por pessoa)
Peão de Obras: 54 kg de carne, 54 grades de cerveja e 54 perus para 19 pessoas (3 por pessoa)

Responda: Qual festa é a melhor?




Na verdade isto e só uma brincadeira com a arrecadação de impostos. Cada categoria equivale a um país, os quais tomei como base foram Brasil, EUA, Canadá e Alemanha. Dá para saber quem é quem?

Para fazer uma avaliação dos impostos não dá para ser simplista demais, como eu vejo na maioria dos que falam sobre impostos (só olham a percentagem de arrecadação sobre o PIB). Muitas variáveis devem ser levadas em conta, eu considerei, no exemplo acima, apenas o PIB, % de arrecadação do governo sobre o PIB e o número de habitantes, isso já modificou bastante a cara da análise.

A moral disto é que não dá para discutir imposto sem se aprofundar em um monte de aspectos sociais e políticos. O que não podemos é virar papagaio de pirata repetindo conclusões que não são verdadeiras e muito menos é consenso entre as pessoas que realmente estudam isto a sério. Temos também que ter senso crítico próprio.

Talvez a festa dos peões de obra até seja a mais animada, mas por outras razões e não financeiras.

Obs.: Os valores que usei são proporcionais aos valores reais. Os salários são baseados no PIB (o que não é uma relação real) e não no salário, só para criar uma correlação em valor. Portanto, mais uma vez, muito cuidado com comparações simplistas.

Outra Política /// Por Carlos "Cacau" Furieri

07:11 Postado por Geremias Pignaton

Mais uma foto de Recife e mais um texto do Cacau.


Veja como cresci politicamente!

A foto em anexo mostra uma especie de peninsula onde esta localizada Brasilia Teimosa.

Ha oito anos atras Lula, nosso Mister M, esteve aqui para mudar a estrutura da grande maioria das casas construidas sobre as palafitas.

Muita coisa mudou por aqui! A antiga Prefeitura do Recife do PT transformou o bairro. O Governo Eduardo Campos corroborou ainda mais.

Talvez com remorso da destruicao que ele mesmo com seu avo, Miguel Arraes, proporcionaram a Pernambuco no final dos anos 90.

A verdade é que agora PE é outro. Independente dos fatos, vejo a evolucao das pessoas, dos politicos e das instituticoes.

Ah, Brasilia Teimosa tambem é outra, e eu tambem. Em PE meu voto é de Eduardo Campos.

Abracos
Carlos Cacau Furieri



Recife Capixaba/// Por Carlos "Cacau" Furieri

07:03 Postado por Geremias Pignaton


Recebi esta foto de Cacau com o seguinte texto:

Gere,

Amanha comeca oficialmente o verao em Pernambuco.

Coincide sempre a epoca com feriado de 7 de setembro.

Essa foto reflete um pouco da monumental Veneza Brasileira.

E um pedaco de onde vivo. Não deixa de ser um pedaco de Ibiracu recheado de pernambucanidade.

Recife amanheceu linda.

Vale a pena compartilhar com o gereblogautas.

Saudoso abraco.

José Guilherme Pagiola/// Por Pic Nick

06:56 Postado por Geremias Pignaton

Homenagem: José Guilherme Pagiola! Escrita por Pic Nick, leitor comentarista deste blog.

Zé Guilherme! Grande pessoa! Sua contribuição para o crescimento artístico e cultura para a cidade, é reconhecido em cada ponto da cidade, e em cada época de nossa história mais recente!

Claro que como toda personalidade impar, era muito contestado. Uns diziam que Zé tinha dupla personalidade! Eu digo: Zé não tinha duas personalidades; eram múltiplas, como veremos a seguir!

Zé me lembrava muito o nobre e iluminado Cazuza! De anti-mão podemos ver coisa em comum nos dois:

1) São Artistas estrelados;
2) Tinham amor a vida;
3) Viviam intensamente;
4) E são imortais.

Zé era um misto de tudo isso, que tentava organizar todas essa personalidades em uma só! Muito intenso, querido, amado ou odiado, doa a quem dor! Isso o fez, e o fará, ser lembra eternamente como são os Grandes Ídolos! É claro; não deveria ser fácil para uma só pessoa conseguir organizar as várias personalidades em um só homem!

Seu lado artista me faz lembrar da música:

Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Seu modo de viver intensamente e gostar muito de sua vida, me faz lembrar:

Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Sua raiva era externada na:

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára


E seu lado amigo, irmão, me faz lembrar:

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor


UFA! É muito mais difícil falar de um imortal do se possa imaginar!

Zé era isso tudo! Estrela!

Claro que, como todo artista famoso, existiam inúmeras histórias curiosas e engradas!

Reza a lenda que uma vez parado em uma blitz da PRF, foi obrigado a andar em linha reta, na faixa branca! Como não conseguia, os agentes queriam o levar detido! Zé, daquele jeito autêntico de sempre disse ao inspetor: sabe com quem o senhor está falando? SOU PEDAGOGO! Não se satisfazendo com todas as explicações, o inspetor ainda queria o levar, foi então que informou ter um primo que Tb era da PRF! Ligando para esse primo, as 3 horas da manhã, o inspetor fala: “senhor, tem um rapaz PEDAGOGO e de salto alto aqui enfrente ao SFALSIM dizendo ser seu primo! O que faço com eles?” E o primo disse, revoltado com a ligação que o tirou o sono as 3 h da manhã:”LIBERA ESSA PORR..................ELE SÓ VAI DOBRAR A ESQUINA E DORMIR! O pior que Zé realmente dobrou a esquina, mas parou no gripa, pois ainda tinha fôlego para falar de política (NÃO SABEMOS SE A HISTÓRIA É VERIDICA, MAS SEUS CONTOS HÁ ANOS ESTÃO SOB AUTORIA POPULAR)!

Em suma Zé é uma estrela que brilha no céu, eternizado, imortalizado em uma nobre biblioteca, e como dizia um professor de literatura: para os nobres, podem-se passar 3 mil anos luz que ainda serão lembrados.

Se alguém tem algo, ou fatos interessantes para compartilhar, de Zé, deixem seu recado!

Fraude Jornalística - Por Fransergio Pignaton

08:42 Postado por Geremias Pignaton

Nossa "maior" revista publicou recentemente uma reportagem denominada "A Farra da Antropologia Oportunista". A Veja conseguiu transformar uma questão séria, e que dever ser discutida por toda a sociedade, em surrealismo, para não dizer outra coisa. Como tudo o que acontece aqui no Brasil e no mundo, oportunistas sempre aparecerão.
A Veja poderia ter ajudado a nação mostrando os prós e contras da questão; as falhas e acertos dos processos de demarcações de terra, mas o que ela fez está mais para um quadro de Salvador Dali. Procurem o mapa do Brasil que foi apresentado na reportagem e vejam se tem pinceladas do Dali. Não tem? Eu me recuso a postar o link da reportagem, mas recomendo a leitura do link abaixo. Este mostra melhor a real situação das demarcações de terra no país e a triste realidade da nossa “elite” jornalística.
Segue o link: http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/

Obstetras da Educação - Por Carlos Cacau Furieri

10:11 Postado por Geremias Pignaton



Antes mesmo que do nome de Ericina Macedo Pagiola ser ventilado no Ibirinha e no Gereblog, eu já havia sido requisitado para falar dela em ambos os espaços. Tarefa diíficil para mim. Sou suspeito para falar de Ericina e de Loloi. Uma é minha avó, outra minha querida mãe. Ambas são consideradas por muitos patrimônios da Educação em Ibiraçu, tamanha a participação que tiveram no desenvolvimento educacional de nosso município. Ericina Macedo Pagiola nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, terra do Rei Roberto Carlos, em 6 de julho de 1909. Filha de José de Souza Macedo e Rosa Macedo, Ericina cursou o primeiro grau em Vitória e concluiu seus estudos depois que mudou-se para Ibiraçu. Iniciou sua carreira como educadora em 1924 em Santa Maria do Angola, tendo vindo para a Sede do Município de Ibiraçu em 1928. Aposentou-se no final dos anos 50, porém continuou lecionando. Dizia a todos que não agüentava ficar fora das salas de aula. Em 1959 ajudou a criar o Ginásio em Ibiraçu. Em setembro de 1937, casou-se com Carlos Pagiola, meu avô. Eles tiveram onze filhos, sendo que nove morreram. Geraram, então, Heloisa Helena Pagiola Furieri, conhecida como Loloi, e Maria da Penha Macedo Pagiola, conhecida com Pepenha. As duas se tornaram professoras. Penso que a dedicação de Ericina levou as duas a seguirem a carreira de educadoras, tanto que não foi difícil colocarem o amor à profissão na ponta do giz. Ericina é tida por muitos como alguém que sempre prezou pela conciliação e pelo curso natural das relações humanas entre os munícipes. Tinha lá suas limitações e problemas, porém era contundente em suas atitudes. Franca, aberta, jovial e de uma mente voltada para a vanguarda. Sabia o que dizia, era sábia com as palavras. Lembro-me pouco de Ericina, contudo sei que jamais perdeu a ternura, mesmo no auge de seus aborrecimentos. Ia, mas voltava com uma desenvoltura esplêndida. Numa de suas substituições temporárias em Ibiraçu, numa falta de Tia Norma Pagiola na Escolinha de Aplicação, escola ao lado do Jardim de Infância Daniel Comboni, Ericina deixou de ser a minha avó para ser minha professora por uma manhã. Carinhosa com todos, conduziu a aula com maestria, falando a linguagem de uma geração que já não vivia a mesma didática do pós-guerra. Sua pedagogia e didática eram fabulosas independente do tempo. Naquela manhã eu pensei que iria ganhar o carrinho verde que ela levou para presentear o garoto que melhor se comportasse e cumprisse as tarefas na sala de aula. Ela levava um para os meninos, e outro para as meninas. Não fui o melhor! Mesmo se fosse, acho que não me presentearia. Ericina era caxias demais. Nunca deu o seu direito a ninguém. Refletindo comigo mesmo, acho que este é um dos aspectos intrínsecos que a tornou professora, amiga, mulher e mãe reconhecidamente. De mãos dadas no retorno para casa, ela parou comigo na loja do Seu Delunardo, comprou não só outro carrinho, mas também mariolas e outras guloseimas. Lembro-me que todos na escola ficaram extasiados com a presença de Ericina na sala de aula. Era nítido o conforto de todos. Penso que sentiram-se o afago de um colo de materno. Esse foi um dos meus últimos momentos com Ericina. Em 17 de setembro de 1979, fui até seu quarto. Estava triste e com um aspecto de cansada. Algumas pessoas a rodeavam. Beijei-lhe a face, e me despedi. Fui para a escola com uma tremenda vontade de te-la como companhia. Foi meu último beijo naquela que se tornou um mito entre os ibiraçuenses. Quando soube da notícia de sua morte, eu estava no recreio, grudado ao imenso portão de ferro do colégio, vi papai estacionar o carro e levar mamãe aos prantos do Daniel Comboni. Ibiraçu ficou apreensiva e silenciosa por instantes. Minutos depois veio a notícia de sua morte. Tristeza profunda! Há flashes daquele dia que insistem em não sair de mim. No seu cortejo, ao lado da casa de Dona Olivina, na medida em que me distanciava da última despedida, ouvi o carinho de uma região inteira traduzido em voz, como se fossem filhos se despedindo de sua matriarca: "meu coração vai chorar, quando soar a partida......... em Ibiraçu foi deixar.... essa canção minha.....Ibiraçu vou partir, mas eu prometo voltar, se por acaso eu não vir, eu vou sofrer, vou chorar". Narceu de Paiva Filho também escreveu assim: " Professora! Professora! Meio Século de tua vida, semeando bondade. Tens agora tão florida lá no céu junto aos arcanjos, uma escola de verdade." Ericina partiu, mas deixou o seu legado, deixou a sua história, deixou Maria da Penha e Heloisa Helena, deixou Loloi para Ibiraçu. Loloi também marcou gerações como educadora, e também faz parte do dna da educação em Ibiraçu. Com estilo diferente de Ericina, Loloi cumpriu a sua missão. Tia Loloi jamais perdeu o afeto pelos seus alunos. Atentamente, participou da formação de todos com muito afinco e dedicação. Não era raro ver Loloi tratando um de seus alunos como tratava a nós. Ericina e Loloi, para mim, foram mães de inúmeros filhos, cuidados desde a gestação. Sim, elas se tornaram obstetras da educação, mães acima de tudo.

Capela de Santo Antônio - Fundão/ES xxx Por Fransérgio Pignaton e Luciana Sacani

03:16 Postado por Geremias Pignaton



Esta igrejinha, dedicada a Santo Antônio, foi construída pelo imigrante italiano João Saccani, a data é meio imprecisa, mas acredita-se que tenha mais de 100 anos. Nesta capelinha, todos os anos, em junho, é rezada uma tradicional missa em devoção a Santo Antônio, tendo ao final a distribuição dos pães de Santo Antônio. De acordo com a crença religiosa, o pão de Santo Antônio, se não devorado na hora, deve ser guardado junto aos mantimentos, garantindo dessa forma que durante o ano não faltarão. Durante anos, além da missa, acontecia uma festa junina no fim de semana. No sábado acontecia uma quadrilha, no domingo pela manhã havia a tradicional missa e logo após havia várias atrações bem típicas de nossas festas do interior, tais como: leilão, quebra-pote, pau-de-sebo, bingo e barraquinhas com bebidas e comidas típicas.
Hoje essa festa não acontece mais. Uma pena! Mais uma tradição que poderia ser facilmente recuperada.
Apesar da festa não acontecer, a capelinha e a missa estão lá firmes. Um singelo patrimônio da nossa história.

Nuovo Mondo /// Por Fransergio De Marchi Pignaton

01:23 Postado por Geremias Pignaton



NUOVOMONDO (NOVO MUNDO) Filme que trata da migração italiana para os EUA. Para boa parte de nós Ibiraçuenses, que somos descendentes de imigrantes italianos para o ES, este filme pode ter um sabor bem especial; por isso, recomendo.A estória da família de migrantes Mancuso mostra um pouco o que nossas famílias passaram para chegar aqui, miséria na Itália, desconhecimento total do que iriam enfrentar e muitos sonhos na mísera bagagem. O filme mostra três partes bem definidas. A primeira mostras as dificuldades vividas na Itália, os sonhos e as propagandas um tanto quanto fantasiosas sobre o novo mundo. A segunda mostra as dificuldades da longa viagem, a falta de conhecimento de quem nunca saiu de sua terra natal sobre o outro lado do Atlântico. Nesta parte, está a cena, que para mim, é a mais marcante do filme. Falo da cena, onde o navio se desprende o caís. De um lado os emigrantes; do outro, as pessoas que ficam. Migram para uma terra completamente desconhecida para eles, deixam para trás sua terra e parte de suas vidas, que nunca mais tornarão a ver. A terceira parte, é a que menos tem identificação conosco, trata da chegada nos EUA, onde passam pela “Ellis Island”.
Neste local, os imigrantes eram avaliados e ficavam em quarentena para receber a permissão, ou não, de entrar nos EUA. Acredito que a entrada no Brasil foi muito mais fácil, mas as dificuldades depois ... É um filme do cinema italiano, quem só curte a adrenalina do cinema americano pode não gostar, mas pela similaridade com a história de nossos antepassados, vale a pena mesmo assim. Para mim, o filme é muito bom com ou sem similaridade com a nossa história, mas que isso dá um sabor especial, não tem como negar!!!

Vereador Nilsinho

15:07 Postado por Geremias Pignaton


Caro amigo Geremias

Estou enviando um resumo dos meus projetos e requerimentos para a publicação devido à votação que tive no seu blog. Aliás, quero aproveitar a oportunidade para parabenizar essa brilhante iniciativa, pois, de certa forma, a mídia é fundamental para a consolidação da atual democracia brasileira, e tem um papel fundamental na atuação do parlamento.

Sou Nilson Ferreira, mais conhecido como Nilsinho. Comecei a vida pública militando nos movimentos sociais, pois já tive a oportunidade de ser presidente da associação do bairro bragatto-mutirão por dois mandatos; participei também do movimento estudantil em 2005, representando minha faculdade a Univila em Goiania-GO, num evento promovido pela UNE – União Nacional dos Estudantes do Brasil. Sou presidente do PSB - Partido Socialista Brasileiro de Ibiraçu, já por três mandatos, onde tive a honra de em 2004 de ter filiado o ex-prefeito Jauber Pignaton e ter sido eleito pelo nosso partido.

Tenho a honra de ser vereador eleito por dois mandados. Já integrei a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal e em 2006 e fui líder do então Prefeito Jauber; em 2007 fui eleito Presidente da Câmara onde tive que tomar decisões enérgicas, porém necessárias e indispensáveis para ajudar a Administração Municipal de então, daí que como primeiro ato administrativo, tendente a economizar o dinheiro publico, exonerei a Diretora Geral da Casa, um cargo que é de confiança do Presidente, portanto de livre nomeação e exoneração, posto que naquele momento entendi que o cargo não seria necessário. Criei e estruturei o Portal do Legislativo para dar possibilitar à população o acesso às informações sobre o trabalho dos parlamentares, sobre a legislação municipal, além de diversas outras informações de interesses da comunidade local, destacando-se que referido Portal pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.camaraibiracu.es.gov.br/. Conseguimos com isso economizar cerca de 30% (trinta por cento) do orçamento da Câmara, devolvendo aos cofres públicos cerca de R$290.000,00 (duzentos e noventa mil reais). Como atividade parlamentar de destaque, algumas proposições de minha iniciativa foram aprovadas e hoje são observadas no âmbito municipal, dentre as quais se destacam: Lei n.º 2.665/2006, que prorroga a licença maternidade por mais 60 dias, sendo inclusive recomendada pelo site da sociedade brasileira de pediatria; Lei n.º2649/2006, que dispõe sobre o programa de estágio para estudantes em órgãos e entidade da administração publica municipal, denominado "A primeira chance", que se constitui numa grande oportunidade para os nossos jovens ingressarem no mercado de trabalho; Lei n.º 2.820/2007, que dispõe sobre a proteção contra a poluição sonora no âmbito municipal e dá outras providencias; Emenda à Lei Orgânica n.º 002/2009, que estabelece a redução do recesso parlamentar, antes de 90 dias e, hoje, 45 dias; Emenda à Lei Orgânica n.º 001/2009, que estabeleceu o fim do voto secreto para todos os atos que vierem a tramitar no legislativo inclusive a eleição da Mesa Diretora.

Veja, ainda, alguns requerimentos e indicações propostos e aprovados: fornecimento de um kit lanches para pessoas carentes que saem do nosso Município para fazer consulta em vitória; construção de uma quadra de esporte no bairro bragatto-mutirão; reurbanização do centro da cidade de Ibiraçu; revisão do plano de cargos e salários de todos os servidores municipais; revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos do que trata o inciso X, do art. 37 da constituição Federal e inciso IX, do art. 70 da Lei Orgânica; redução da carga horária diária de trabalho de 8 h para 6 horas, como forma de incentivo ao funcionalismo municipal que ocupam cargo efetivo e que hoje não conta sequer com um plano de cargos e salários digno; construção de um centro de referência e assistência social – CRAS no bairro bragatto-mutirão; serviço de atendimento medico SAMU para atender não só os munícipes, mas todos que transitam pela BR 101, ao longo do Município.

Acrescente-se que a Sra. Prefeita encaminhou à Câmara um Projeto de Lei de n.º 2.752/2009 em 30/01/2009 - ocasião em que nosso Município estava em estado de emergência por 90 dias, devido as fortes chuvas - , elevando os valores de suas diárias e do seu vice em 540% (quinhentos e quarenta por cento), oportunidade em que questionei e critiquei essa atitude fortemente no Plenário da Casa, alegando que o momento era inoportuno para discutir esse tipo de projeto, pois nossa população estava sofrendo grandes prejuízos e nossa função era discutir soluções práticas e objetivas em favor da população, não de interesses pessoais como estava na proposta, repercutindo assim na mídia estadual, sendo noticiado no dia 06/02/2009 pelo jornal A Tribuna, posição que fez a Prefeita recuar e retirar o referido projeto da pauta. Ai está um pequeno resumo do meu humilde trabalho para justificar minha votação no blog, querendo ressaltar, ainda, que sou da oposição por discordar, estritamente no campo da ideologia política, com o modelo do grupo que está administrando nossa querida cidade por mais de vinte anos. Esclareço, enfim, que atualmente me dedico de forma integral à atuação parlamentar, no exclusivo serviço de meu mandato, justificando, assim o salário percebido, atendendo todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 13:30 as 17:00 horas na Câmara Municipal. Estou à disposição para qualquer esclarecimento pelo tel. (27)32571417- (27) 81228794 ou pelo e-mail nilsinho.ferreira @ig.com.br, aceitando criticas e sugestões, que poderão, inclusive, se tornarem proposições legislativas.



Ibiraçu 01/12/2009.




Um forte abraço do amigo.



Nilson Ferreira (Nilsinho)
Vereador PSB Ibiraçu ES

Biquinha /// Por Ruberval Pignaton

09:12 Postado por Geremias Pignaton

Um dos principais motivos da instalação da cidade de Ibiraçu pelos imigrantes italianos, exatamente onde hoje ela se encontra, sem dúvidas foi a existência da fonte de água límpida e cristalina, que havia, e ainda há - infelizmente não da forma que deveria - sediada praticamente no centro de Ibiraçu e carinhosamente denominada pelos ibiraçuenses há várias décadas por Biquinha.

Não é difícil fecharmos os olhos por alguns instantes, voltarmos as primeiras horas de um dia qualquer do ano de 1877, quando aqui chegaram os imigrantes italianos - e, obviamente diante da necessidade natural de qualquer ser em ingerir água - criarmos em nossas mentes a imagem de um pequeno leito de água transparente e absolutamente desprovida de qualquer impureza, descendo mansamente por um incessante leito sob densas e virgens florestas, num ambiente totalmente silencioso, quebrado somente pelos gorjeios dos pássaros e pelo leve cascatear nas quedas de suas águas sobre as pedras, vindo ela, dezenas de metros após se desprender da nascente no maciço rochedo poroso, juntar-se as também límpidas águas do rio Perobas, este que, na áurea fundação da nossa amorosa cidade, certamente também deveria esnobar qualidade em suas águas, ocupada somente por peixes e por outras espécies aquáticas.

Não obstante as nossas imaginações, ninguém nos retira delas a imagem dos imigrantes italianos em seus primeiros instantes após chegarem para instalação do povoado, com suas moringas e outros vasilhames, buscando leito acima a nascente d´água, alimento sagrado que certamente, e sempre, durante suas vidas, precisariam, assim como precisaram os que viveram neste primeiro século de nossa existência, o que esperamos que perdure ainda por muitos e muitos séculos.

Com o passar do tempo, e para atender o progresso que se iniciava, o curso d´água da Biquinha foi se transformando, vindo a ser canalizado até a avenida que se desenhava naquele povoado, hoje a Cond´Eu.

Inicialmente a água da nossa majestosa nascente foi tubulada até um grande vasilhame de madeira, construído anexo a um armazém pertencente a família Pimentel, descendentes de portugueses, sediado no lugar onde hoje é a residência do senhor Natalino Rosalém e sua esposa dona Maria Adelaide Pignaton.

Aquela bica d´água, que jorrava dia e noite no imenso vasilhame, atendia os moradores do povoado de Bocaiúva, bem como, os tropeiros, seus animais e demais viajantes que ali passavam, oriundos de diversas localidades da região, dentre elas Santa Rosa, Pendanga, Quixadá, Demétrio Ribeiro, Aciloi, Cavalinhos, Córrego Fundo, Santa Cruz e Sauaçu. O encanamento da água da Biquinha até o armazém deu azo para um dos capítulos do livro Karina, da escritora teresense Virginia Tamanini.

Ainda atendendo o progresso do povoado de Ibiraçu, então Pau Gigante, novamente o curso da Biquinha foi alterado. Naquela oportunidade, dentro de um projeto público de água potável à população. Desta feita, era em tubos de ferro importados e canalizado até o chafariz que havia na avenida Cond´Eu, onde hoje mora Vera Vicente.

Na década sessenta última, o chafariz foi desativado, e, a partir daquela data, os necessitados em utilizar água da Biquinha, deslocam-se pessoalmente até a nascente, trajeto que hoje está urbanizado contextualmente, ou seja, em pedras rústicas de paralelepípedos, obra edificada em 2008, administração de Jauber Pignaton.

Em 1990, o entorno da nascente foi arborizada, projeto do então vereador Henrique Pissinatti. Em 1990, a energia elétrica chegou ao local, administração do então prefeito Marcus Vicente.

No ínterim de sua existência, a Biquinha de Ibiraçu foi palco de muitos acontecimentos culturais, como serestas, estando inclusive inserida na música oficial do Município de Ibiraçu e numa obra literária do professor Narceu de Paiva Filho, um dos grandes incentivadores e protetor da Biquinha.

Além desses fatores, acredito que não há um ibiraçuense sequer que não tenha um acontecimento mínimo em sua vida ocorrido na área da Biquinha. Todos os ibiraçuenses ali deixaram marcado na vida uma passagem, que pode ir de um passeio, brincadeiras, ou então, bebido de sua água. Como dizemos: “quem bebe da água da Biquinha, em Ibiraçu sempre voltará”.

Hoje, lutamos unidos em prol da preservação da Biquinha, trabalho absoluto pela conscientização de que água potável será o maior problema que a humanidade enfrentará num futuro não muito distante.

Caraibeiras /// Por Carlos "Cacau" Furieri

04:55 Postado por Geremias Pignaton


A caraibeira também é conhecida como craibeira, para-tudo, caroba-do-campo, cinco-em-uma, ipê-amarelo-do-cerrado. A árvore chega a ter uma altura entre 12,00m e 20,00m, a qual ocorre no semi-árido. Tem casca grossa com tronco tortuoso de 30 à 40 cm de diâmetro . Na Caatinga ocorre em terrenos localizados nos vales de rios e riachos . "A madeira é moderamente dura, textura média, grã irregular, extremamente flexível de baixa resistência ao apodrecimento". (LORENZI, p. 46) É uma árvore ornamental, tem também a madeira utilizada na construção civil. É usada na confecção de artigos esportivos, móveis, réguas flexíveis, peças curvadas , etc. Quando floresce no mês de setembro, apresenta-se desnudada de folhas proporcionando, dentro da paisagem da caatinga muita beleza. Frutifica no mês de outubro. Para a obtenção das sementes, colhe-se os frutos diretamente na árvore quando iniciam a abertura de forma espontânea. Deixa-se secar no sol até a liberação das sementes . Para germinar , coloca-se as sementes logo depois de colhidas em sacos individuais contendo substrato organo-arenoso. Cobrir com fina camada de substrato peneirado e molhar duas vezes ao dia.
Nas minhas andancas pelo sertão pernambucano pude constatar a beleza que a caraibeira proporciona ao sertão nesta época do ano. Neste período, quando a primavera se confunde com o verão, o calor deixa a vegetacão ainda mais seca, o cenário muda, porém a caraíbeira florece toda serelepe em meio à anunciacão de dias de pouca água. No final de semana passado, ao passar na estrada que liga Serra Talhada à Floresta, já próximo do Riacho do Navio, aquele mesmo cantando em prosa e verso por Gonzagão correndo para o Pajeú, saltou-me aos olhos a vida que a caraibeira da ao sertão neste período do ano. Lembrei-me imediatamente do Blog do Gere.
Postar uma destas fotos é sentir o cheiro forte do barro quase seco no Riacho do Navio, é entender que mesmo o amarelo do sol que consome o sertão é também aquele que anuncia que sempre há motivos para a vida, por mais que tudo pareça seco. Certamente, essa á mais uma obra divina.

Pais... //// Por Vinícius Praxedes

05:18 Postado por Geremias Pignaton

A maioria dos pais hoje em dia… melhor dizendo:Todos os pais hoje em dia costumam dizer que nós, adolescentes na flor da idade mais problemática do quase tedioso ciclo da vida, temos que agradecer a estabilidade de nossa vida pessoal e externa, já que, de acordo com eles, nós não temos problemas, dívidas pra pagar, mulheres, casamentos, etc.

Receio informar-lhes, pais, que estão incomensuravelmente enganados. Nós adolescentes temos ainda mais problemas que vocês, seus engraçadinhos. Não posso contar nos dedos o número de coisas ruins em nossas vidas porque o número de dedos é insuficiente. Contudo tenho espaço de sobra no meu HD de 320GB para escrever todos os motivos aparentes, portanto vou citá-los da melhor maneira possível.

Um dos primeiros problemas que surgem abruptamente em nós são as físicas, mas elas já são tão bem/mal comentadas em outros textos monótonos e/ou chatos, que eu nem vou me dar ao luxo de citá-los aqui.

Eis, agora, um erro pouco reconhecido no mundo dos “Erros Cometidos por Nossos Pais Enquanto Somos ‘Meros’ Adolescentes”: Religião. 90% das mães obrigam sumariamente os filhos a serem da religião de escolha da mãe. Esse ato ao invés de ajudar não só faz o contrario, mas pior que isso: o filho pode até se rebelar! Com tantas transformações físico-psicológicas acontecendo em nossa cabeça/corpo, e os ingênuos pais ainda tentam enfiar em nossas mentes coisas complexas como “Deuses ou Deus”.

As relações pessoais de um jovem são plausivelmente ridículas. Uma típica situação na vida de um adolescente é o namoro. “Quer namorar comigo?”, pergunta o jovem masculino inseguro que a jovem feminina possa responder “NÃO!!!”. “NÃO!!!”, responde a menina, insegura que o jovem ppossa perguntar “Quer namorar comigo?”. As amizades de um jovem também são ridiculamente infrutíferas – palavra que aqui pode significar “que só terminam em briguinhas particularmente inúteis, pranto, desentendimento ou até tragédias de porte colossal” – devido ao nível de insegurança que um jovem tem ou sente.

Mudanças de humor é evidentemente um problema para os jovens. Como eu disse: “para os jovens”; porque para os pais, “isso é uma coisa normal que passa logo, logo. Vem aqui pro colinho do(a) papai(mamãe)”. No mesmo momento que estamos inseguros, mudamos para “super confiantes ao ponto de fazer besteira!”.

A escola em geral é um problema e tanto, já que nela há amores, amizades, mudança de humor, religião (varia de escola pra escola, graças a Deus – com o perdão do trocadilho), e, por fim, professores. Ah, professores. Ao mesmo tempo em que nos ensinam tanto, nos atrapalham tanto! É professor pegando no pé todo santo dia e às vezes toda santa noite! Durante quatro horas em média por dia, somos obrigados a levar broncas por coisas ridículas como postura, piadas (que não fazem mal a ninguém, desde que em quantidade saudável) e outros. Cinco professores durante quatro horas ao dia passam dever pra casa como se não houvesse amanhã!!!

Ah, o último problema embora não o menos importante são os pais em si, que não acreditam em uma palavra que o texto diz, exceto a expressão “‘meros’ adolescentes”.

Ibiraçu X João Neiva /// Por Jauber Pignaton

03:44 Postado por Geremias Pignaton

Desde pequeno acompanhava ativamente os acontecimentos e a movimentação do meu pai, de meus tios e de seus amigos na vida política de Ibiraçu.

Ibiraçu, sede do município, tinha sua população e eleitorado menores que o distrito de João Neiva e Acioli. Esses dois distritos, que tinham maior movimentação econômica devido à extensão territorial e o complexo de oficinas da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), sobrepujavam politicamente e economicamente a sede.

Era normal que a política fosse comandada por quem tinha maior representatividade e, consequentemente, maior força eleitoral. Dessa forma, os que mantinham o domínio político incentivavam as divergências entre sede e distritos, promovendo e enaltecendo, assim, os políticos do maior distrito, que dominavam por décadas a política ibiraçuense.

Sempre observador, comecei a perceber essa prática e com muito cuidado e cautela, para não ser mal interpretado, ingressei na vida partidária com o propósito de tentar se não acabar, mas apaziguar essa “rixa”.

Trabalhava como servidor público da justiça, sempre com muita dedicação, e tive a oportunidade de conhecer e estar em contato com muitas pessoas, fazendo amigos em todos os quadrantes do município. Acolhia todos que me procuravam com muita atenção para tentar ajudá-los a resolver seus problemas perante a justiça. Tratava da melhor forma as pessoas, pois era servidor do povo e a esse povo dediquei sempre tratamento humanizado. Meu trabalho me ajudou muito a alcançar o desejo de poder ajudar a melhorar o relacionamento entre as pessoas da sede e dos distritos. Mas, apesar de todos os esforços, não só meus, mas de muitos outros companheiros e amigos, era claro que tanto o povo de Ibiraçu quanto o de João Neiva, queria mesmo ser independente e acabar com as brigas políticas e territoriais.

Então, em 1976, incentivado por amigos e tendo como exemplo o médico Dr. Antônio Barroso Gomes, por quem tenho muita admiração, me candidatei a vereador com um discurso emancipacionista de independência e criação do município de João Neiva, desejo quase que unânime tanto do distrito quanto da sede.

Não sei o que me fez sair vitorioso naquela eleição, se minha atuação como desportista, professor, coordenador de grupos teatrais, participante das ações religiosas da comunidade, contribuindo quase vinte anos com as atividades esportivas e sociais do município; ou se a emancipação era mesmo muito desejada, ou se as duas coisas.

Só sei que em 1977, tive a oportunidade, dada pelo povo que acreditou e confiou em mim, de exercer meu primeiro mandato, lembrando que naquela época, os vereadores não recebiam salários. Eram outros tempos, tempos em que a política era coisa séria, o idealismo prevalecia tanto nos eleitos quanto no povo.

Nesses seis anos como vereador, pude acompanhar o movimento emancipacionista crescer dia-a-dia. Tramitava um processo na Assembléia Legislativa do Estado pedindo a emancipação de João Neiva, culminando com a criação do município no dia 08 de maio de 1988, quando exercia meu último ano do primeiro mandato como prefeito de Ibiraçu.

Quando fui eleito prefeito, em 1982, tinha um ideal: ser o prefeito de Ibiraçu, fazer juz ao cargo e trabalhar para a sede e seus distritos. Não tive sentimento bairrista, mas avancei muito a sede do município, que vivia esquecida pelos prefeitos anteriores, e dei atenção também aos distritos. Considero essa, a maior realização que tive na vida (sem contar me casar, ser pai e avô): poder retribuir aos ibiraçuenses a confiança depositada em um jovem idealista.

O movimento emancipacionista ganhou força naquela década e esse sentimento fez nascer várias novas cidades no Estado e no Brasil nos anos 80 e 90.

Mas, o mais importante nisso tudo é nunca, jamais, esquecer da democracia, que é muito citada, mas, infelizmente, na prática, pouco empregada. A única forma de se exercer a democracia é comprometer-se com a coletividade e não deixar o poder distanciar-se do povo. Os governantes têm que ter a convicção de que são apenas servidores do povo e geradores de cidadania.






Jauber Pignaton foi Deputado Estadual, Vereador e Prefeito de Ibiraçu por dois mandatos.