Gralha-do-Campo

03:26 Postado por Geremias Pignaton


                                          Fotos GPignaton///Clique nas fotos para ampliar



Ave passeriforme da família Corvidea. Seu nome científico é Cyanocorax cristatellus. Parente do corvo europeu. O nome cristatellus provém da crista apresentada pelo pássaro. É um dos maiores pássaros existente no Brasil, chegando a 35cm.
Apresenta a parte inferior do corpo de cor branca, as costas e asas azuis,  pescoço e cabeça, incluindo a crista, bico e olhos, negros. Quando mostrei estas fotos a um colega de trabalho ele ficou impressionado com a delimitação do colar negro. Conforme ele, parece que foi contornado por um desenhista.
Ave onívora, come frutas, insetos, sementes e ataca ninhos para predar ovos, inclusive de galinhas, tornando-se inimigas de habitantes do campo.
Anos atrás, numa fazenda em Alexânia-GO, vi uma plantação de abacaxis atacada por essas aves. Com o potente bico, elas furam a casca grossa da fruta, ainda verde, e comem a polpa com enorme voracidade. Ficou tudo arruinado.
Vive em bandos de 4 a 8 indivíduos. A procriação também é feita em bando. O ninho de gravetos é coletivo. várias fêmeas põem ovos e  todos cuidam da incubação e da ninhada.
O bando produz enorme algazarra por onde passa. Muito difícil não notar a presença destas aves.
Habita a região central do Brasil, dando preferência ao Cerrado. Não gosta de densa mata. No Espírito Santo, tem sido observada  na divisa com Minas. É provável, com o tempo, que apareça também na região de Ibiraçu, devido a mudança de ambiente sofrida com o fim da Mata Atlântica.
Fiz estas fotos em Chapada Gaúcha-MG, no distrito de Serra das Araras, a uns 400 km de Brasília.

Pica-Pau-Branco ou Birro

03:40 Postado por Geremias Pignaton


                                               Fotos: GPignaton. Clique sobre elas para ampliar.



O pica-pau-branco, também conhecido como birro, é uma ave picidea da família Picidea. Seu nome científico é "Melanerpes candidus".
 O macho tem a nuca amarelada. Nas fotos acima não dá para fazer a diferenciação sexual.
 Mede cerca de 28 cm, é um pica-pau médio.
Habita praticamente todo o território nacional em todos os ambientes, evitando as florestas intrincadas.
Alimenta-se sobretudo de insetos, mas come também sementes e frutos. Ataca os pomares, como se vê nas fotos prestes a atacar um mamão. Adora também atacar ninhos de abelhas e marimbondos para comer mel e larvas.
Vive em bandos de 6 a 10 indivíduos, podendo atingir 20.
O primeiro registro fotográfico que fiz desta ave foi em Alto Bérgamo, município de Ibiraçu, de longe, agarrado num coqueiro. Também lembro-me de ter corrido atrás de um bando na propriedade dos herdeiros de Guilherme Conte, em Ibiraçu, sem ter conseguido registrar nada.
Estas fotos aí do post fiz em Serra das Araras, município de Chapada Gaúcha, no noroeste de Minas, a 400 km de Brasília. Fiz da janela da pousada onde dormi. Acordei e escutei o barulho deles no mamoeiro. Abri a janela e clic!

Papa-Moscas-do-Campo

05:55 Postado por Geremias Pignaton





   Este pequeno pássaro pertence à família Tyrannidea, a maior família das aves, a mesma do bem-te-vi, suiriri, tesourinha, guaracava. Nome científico Culicivora caudacuta.  Está seriamente ameaçado de extinção.

Habita o cerrado, áreas bem conservadas, e sua extinção está ligada a destruição do habitat.


Minha esposa disse que ela parece um camundongo de asas. Achei a definição fantástica. A cauda tem aproximadamente o mesmo comprimento do resto do corpo. O conjunto de corpo e cabeça  deve medir uns 3 cm de comprimento.


Ela ficou sumida aqui da região de  Brasília por uns 20 anos. Há uns 3 anos foi redescoberta na Floresta Nacional em Taguatinga. Depois se descobriu também no parque florestal do IBGE. Agora eu a encontrei, um bando de 8 indivíduos bem ativos e vigorosos, numa fazenda perto de minha casa.

Ver esta avezinha voando no campo de cerrado foi uma das maiores emoções que já senti na minha carreira de observador de aves. Muito mais emocionante foi fotografá-la com qualidade, sobretudo nas duas últimas fotos aí de cima. Fiz um book só para fotos delas. 

Viva e se eternize o papa-moscas-do-campo! 



Estrelinha-Ametista

15:52 Postado por Geremias Pignaton

                                             foto: GPignaton/// Clique sobre a foto para Ampliar


Poucas coisas no mundo dão tanto prazer quanto estar em contato com a natureza.
Se você tem um bom equipamento fotográfico na mão e conhece um pouquinho da técnica da fotografia, é ainda mais prazeroso.
Esta foto aí é de um beija-flor minúsculo. Chama-se estrelinha-ametista. O nome vem da cor do mento do macho, que é negro, mas conforme ele vira contra a luz transforma-se numa cor linda de ametista . Não tive a oportunidade de registrar o mento ametista, mas pude observar.
Estávamos, eu e um companheiro de passarinhada, numa bela vereda,  buritis centenários e magníficos e  cachoeirinhas de águas cristalinas. Descobrimos um campo cheio desta flor rosa da foto. Disse ao companheiro que era pasto de beija-flor de bico curto, estrelinha-ametista e chifre-de-ouro.
Pena entramos no campo rosa e divisamos este aí. Eu, por sorte, consegui registrá-lo em voo sobre as flores.
Estar naquele lugar maravilhoso e poder trazer esta lembrança causou-me uma alegria imensa. Compartilhar com os leitores do blog também.

Ave ou Pássaro?

14:48 Postado por Geremias Pignaton

                                               Foto: GPignaton /// clique sobre ela para ampliar


Republico o primeiro post que escrevi neste blog na seção "metido a ornitólogo". Tentei explicar a diferença dos termos "ave" e "pássaro". Naquele postei um foto dos outros da sabiá-laranjeira. Agora posto com uma foto minha, a melhor que fiz da espécie. Segue o texto original:


Você sabe a diferença entre ave e pássaro? Ou será a mesma coisa? Muitos utilizam os termos como sinônimos.


Todo ser vivo catalogado tem uma classificação científica seguindo orientação dada por Lineu no século XVII: reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie.


Uma ave, grosso modo, pertence ao reino animal, ao filo dos vertebrados e a classe das aves.


A classe das aves se divide em várias ordens. Entre essas ordens, estão os passeriformes.


Os passeriformes são os pássaros. Geralmente são aves de pequeno porte e canoras.


Assim, todos o pássaros são aves, mas nem todas as aves são pássaros.


Não confundir pássaro com ave pequena. Os beija-flores são as menores aves existentes e não são pássaros, são trochilideos.


Uma galinha não é um pássaro é um galiforme. Uma rolinha é um columbiforme.


O sabiá da foto acima, o sabiá laranjeira, é um pássaro do gênero tordídeo, cujo nome científico é turdus rufiventris, conhecido na nossa região de Ibiraçu como sabiá vira-bosta.



Rabilonga

04:35 Postado por Geremias Pignaton



                              Fotos GPignaton///Clique sobre a imagem para ampliar


Estas fotos foram feitas em Ibiraçu. Foi na propriedade dos herdeiros de Tio Gervásio, numa matinha ao lado do córrego Perobas, no caminho da propriedade dos Contes.
Em Ibiraçu esta ave Cucolidea é chamada de rabilonga. Tem vários nomes Brasil afora e o nome mais comum é alma-de-gato.
Já publiquei um post sobre ela com foto de outra pessoa. Você pode acessar no link http://gereblog.blogspot.com.br/2011/05/alma-de-gato.html#links

Com foto minha feita em Ibiraçu, ela fica mais charmosa ainda.

Coruja-da-Igreja ou Suindara

03:25 Postado por Geremias Pignaton


                                             Fotos: GPignaton ///Clique sobre elas para ampliar.


Fantástica ave. De ocorrência mundial, com exceção dos lugares muito frios. Ganhou seu nome comum por gostar de nidificar em torres de Igrejas. Alimentação muito variada: ratos e pequenos mamíferos, morcegos, insetos e outras aves.
Em cima, o adulto que eu acho ser um macho, embaixo os filhotes dentro do forro de uma casa abandonada na chácara do meu vizinho.
Quando nos aproximamos do ninho, eu e um colega passarinheiro, escutamos um barulho parecido com um vazamento de gás. Se o sujeito for medroso e não sabe de que animal se trata, é arriscado correr.
A cabeça desta ave tem o formato de uma antena parabólica. Isso é para captar os sons. Este bicho ouve muito bem e se guia para apanhar as presas mais pelo som do que pela também excelente visão. Pode apanhar um rato dentro de um capinzal, sem vê-lo.
Depois de ter feito estas fotografias e ter contato mais de perto com ela, fiquei fã desta espécie. O voo dela é magnífico.

Papagaio Curau - Reedição

16:55 Postado por Geremias Pignaton


Em fevereiro de 2011, publiquei este post. Na época, ainda não fotografava e publiquei com outra foto.  Reedito o post atualizado com uma foto minha.
É uma belezura de ave. a foto, modéstia à parte, também ficou muito legal.





                                             Foto: GPignaton  ///Clique sobre ela para ampliar

Este papagaio vive no cerrado e na caatinga. É ave endêmica do Brasil. Tem vários nomes comuns, sendo mais conhecido como papagaio-galego. Entretanto, aqui em Brasília, é mais conhecido como papagaio-curau. O nome curau vem da onomatopeia do canto. Seu nome científico é Alipiopsitta xanthops.
Defere-se do papagaio-verdadeiro - tema de um post anterior - por ser menor e ter a mancha amarela da cabeça maior. Tem o corpo praticamente todo verde, com algumas manchas amarelas, além da cabeça, sobretudo no abdome.
Como todo papagaio, alimenta-se de frutos e sementes. Faz seus ninhos em ocos de árvores e põe dois ovos. Os filhotes nascem sem penas e cegos.
Vivem em bandos de cerca de dez indivíduos. Os bandos, entretanto, são divididos em casais monogâmicos.
Sábado passado, quando fazia uma corridinha perto da reserva vizinha a minha casa, pude observar um bando de sete indivíduos dessa espécie. Eles estavam pousados na ponta dos ramos de uma pequena árvore. O céu estava escuro por um temporal que se aproximava. A cabecinha amarela dos bichinhos, em contraste com o céu negro, pareciam flores com os miolos - os olhos - escuros. Pude chegar bem perto, a uns cinco metros dos bichinhos que, só então, voaram em grande algazarra.

Tico-Tico-Rei

14:53 Postado por Geremias Pignaton


                                          Fotos GPignaton // Clique sobre elas para ampliar.


Tico-tico-rei é um pássaro muito belo. O macho apresenta um lindo topete que abre quando ele canta ou está excitado. A foto de cima postei para visualizarmos bem o seu lindo topetão vermelho aberto. Na outra foto, com mais qualidade, pode se ver o topete fechado, delimitado por duas riscas negras. Este aí das fotos é o macho. Por cima ele é cinza amarronzado, por baixo tem um vermelho bem vivo. As fêmeas são mais pardacentas e não têm o famoso topetão. Tanto fêmea quanto macho apresentam uma auréola branca em volta dos olhos.
Vive aqui em volta de casa no cerrado. Sua ocorrência se dá pela parte central do Brasil até ao sul. No norte ocorre em algumas regiões do Pará até nas Guianas. No Espírito Santo não ocorre.
Alimenta-se de insetos, grãos e frutos.
Normalmente vive em casais, podendo formar bandos para se alimentar nos capinzais. Inclusive pode participar de bandos mistos.
Sou fã desta espécie. Ela, com toda  beleza, é discreta, muitas vezes passando despercebida do observador comum.
Ainda atrai os gaioleiros, mesmo que seu canto não seja tanto belo. Sua beleza de plumagem compensa o fraco canto.
Nome científico: Lanio cucullatus

Pato-do-Mato - Reedição

03:36 Postado por Geremias Pignaton


                                           Fotos Gpignaton    clique sobre a imagem para ampliar



Nos arquivos do Blog do Gerê, os posts de maior sucessos são os do "metido a ornitólogo". Dos dez mais acessados, 8 são posts de aves. Entre eles o post do pato-do-mato. O arquivo deste post já recebeu quase  500 acessos.  O post de maior sucesso é o chamado "Torre Eiffel", cujo arquivo recebeu quase 11 mil acessos.
Para fazer as fotos aí de cima, escondi-me bem dentro de um bambuzal e ele chegou bem perto de mim.
Vai  abaixo o link para  post "Pato-do-Mato" deste Blog.

http://gereblog.blogspot.com.br/2010/01/pato-do-mato.html





O Encantador de Inhambus

15:08 Postado por Geremias Pignaton







Clique sobre as fotos para ampliá-las




Depois desta sequências de fotos, estou convencido que herdei de meu pai a capacidade de encantar inhambus.
Meu pai era excelente caçador desses bichinhos magníficos. Só que ele caçava as inhambus-chintãs. Estas das fotos é a chororó. As xitãs, ou chintãs, são cerca de 1 cm maiores e têm os pés cinzas, ao contrário dos vermelhos da chororó. O canto também é diferente. As duas são lindas.
Pena que meu pai as matava. Mas era uma época diferente, onde a cultura de comer passarim frito dos italianos era forte.
Papai as piava com pio de madeira. Eu também aprendi a piar um pouco, não tão bem quanto ele. O pio do chororó, entretanto, é muito mais difícil. Hoje a tecnologia me facilita com um gravador de playback. Mesmo assim, é preciso ter o dom de  encantá-las. Parece, como se pode observar nas fotos, que eu o herdei mesmo do papai.
Na segunda foto ela está em pleno canto.
Na terceira ela tentou entrar na minha lente.
Fotos deGPignaton feitas em Abadiânia e Alexânia, dois municípios goianos nos arredores de Brasília.

Inhambu-Chororó

05:06 Postado por Geremias Pignaton



Esta Inhambu fotografei ontem numa fazenda no município goiano de Abadiânia, a 80 km de Brasília.
Ela veio respondendo meu play-back no quintal da casa da fazenda, saindo de dentro de um milharal.
É o menor tinamídeo que existe. Um show de ave.

Perto deste local, no município de Abadiânia, tem o maravilhoso lago da represa de Corumbá.

Também conheci um assentamento do Incra de mais de 20 anos. Vê-se, conversando com os moradores, que, apesar de alguns problemas, grande parte dos assentados estão lá desde o início e têm uma vida muito melhor do que se vive em qualquer bairro da periferia de grande cidade. Gente que saiu da miséria e com uma pequena propriedade rural melhorou muito de vida. Prova de que a pequena propriedade é a solução para muitos dos problemas do Brasil.

Jacuaçu e Jacupemba

03:15 Postado por Geremias Pignaton

O Jacupemba e Jacuaçu são dois jacus que se parecem muito. Até mesmo passarinheiros veteranos têm dificuldade de identificá-las.
A jacupemba é menor e possui coloração mais amarronzada, com uma mancha comprida sobre os olhos que dá o nome científico da espécie "Penelope superciliaris".
O Jacuaçu ou jacuguaçu, Penelope obscura,  é maior, como diz o nome em tupi-guarani, e mais escura.

Vai abaixo as fotos das duas aves. O jacupemba fiz aqui em Brasília. O jacuaçu fiz em Santa Teresa-ES.



                                             Fotos: Gpignaton clique sobre elas para ampliar

A Logo do Twitter

17:43 Postado por Geremias Pignaton








                                                Fotos: Gpignaton clique nelas para ampliar.



Em novembro passado, um passarinheiro aqui de Brasília, o Jonatas Rocha, chamou-me para ir até um reserva em Taguatinga, a Floresta Nacional,  fotografar o campainha azul, um pássaro da família Emberezidae, a mesma do canário-da-terra e do tico-tico. Jonatas me chamava com tanta empolgação que eu não resisti. Não foi um dia de muita sorte, estava ventando muito e com chuviscos, atraímos apenas o pardinho- jovem com plumagem pouco colorida - da última foto.
Depois de novembro, fiquei tentando encontrá-lo nos cerrados aqui perto de minha casa. Ontem, finalmente, ele apareceu atraído pelo meu play-back. Redeu umas dezenas de fotos maravilhosas, como as três primeiras deste post.
Ele é do tamanho de um tico-tico, um azul tendendo ao marinho, contrastando com o bico amarelinho. Vive no Cerrado, em meio a arbustos e vegetação rasteira. Alimenta-se de grãos e insetos que captura forrageando no solo.
É uma ave rara, em vias de entrar em extinção.
A emoção de vê-lo e fotografá-lo só pode ser entendida por quem é do ramo. Entretanto, apreciar a beleza  nas fotos pode ser para qualquer leigo.
Acredito que este pássaro inspirou a logo do Twitter.

Falcão-de-Coleira

15:02 Postado por Geremias Pignaton


                                           
                                             Fotos: GPignaton Clique sobre a foto para ampliar

          A vida de fotógrafo de aves é verdadeiramente emocionante.
          Depois de 15 dias praticamente parado, convalescendo de uma cirurgia de cálculos renais, resolvi ontem visitar um amigo antigo que mora numa fazenda aqui perto de casa. Peguei a máquina para o caso de aparecer alguma coisa interessante na estrada. De carro, pela beirada da estrada, é muito bom para isso, as aves, sobretudo as aves-de-rapina, normalmente muito ariscas, não se assustam  com o carro.
          Eis que me deparo com esta belezura da foto. É o falcão-de-coleira, uma das espécies mais bonitas da família. Muito provavelmente uma fêmea. Entre as aves-de-rapina, quando não iguais aos machos, as fêmeas são maiores e mais coloridas.
           Foi um dia feliz. Fiquei muito contente por ter capturado esta maravilhosa espécie.

Choca-Listrada

13:27 Postado por Geremias Pignaton


fotos GPignaton ///Clique sobre elas para ampliar

Tenho muita admiração por esta espécie desde meus tempos de criança em Ibiraçu-ES. Nós a chamamos de com-com. 
A foto de baixo, um macho, fiz em Parque Alegre, Ibiraçu, ao lado da capelinha de São Sebastião. A de cima, uma fêmea, fiz na fazenda dum primo de minha esposa, em Rochedo de Minas. A fêmea apresenta o topete ferrugíneo, da cor das asas e da cauda. O macho tem o topete negro.
É espécie da mata atlântica, do nordeste ao sul do Brasil e também de alguns pontos da Amazônia. 
Vive geralmente aos casais, nas matas ou em suas bordas, frequentando também pomares e quintais, sempre no meio da vegetação mais baixa, entre cipoais e arbustos de copas fechadas. 
Eu não sou supersticioso, mas, não sei porque, quando encontro um bichinho destes, considero que estou com muita sorte. Deve ser a beleza.

Gaivotão - Larus dominicanus

01:24 Postado por Geremias Pignaton






                                     Fotos: GPignaton,  Clique sobre as imagens para ampliar




O gaivotão é a maior gaivota do nosso território, podendo atingir 56 cm de comprimento.

No Brasil está presente do sul do Espírito Santo  até a divisa com o Uruguai.

De março a junho os indivíduos adultos se deslocam para as ilhas, preparando o período reprodutivo que vai de julho a setembro. Depois voltam às praias e estuários do litoral.

São aves que comem de tudo, inclusive restos de alimentos deixados pelos homens nas praias e jogados ao mar por embarcações. Adaptaram-se, assim, com facilidade ao ambiente urbano da costa.

Alguns estudiosos a consideram uma verdadeira praga litorânea. A presença cada vez maior destas aves vem afugentando outras espécies pela prática parasitária e predatória.

Os indivíduos adultos são brancos e pretos, com bicos e pernas amarelas. Os jovens são pardos.

O mais impressionante desta espécie é a capacidade de voo. Elas têm um voo muito ágil. Ao mesmo tempo que vigoroso  é suave e silencioso. Realizam manobras surpreendentes.

Têm os pés com membranas entre os dedos e a capacidade de nadar como patos.

As fotos foram feitas em Cabo Frio - RJ. O indivíduo de cima é o adulto, o de baixo é um jovem intermediário entre o juvenil e o adulto. Não há dimorfismo sexual.

Garça-Azul - Egretta caerulea

15:59 Postado por Geremias Pignaton


                                                  Clique nas fotos para ampliar




A garcinha - uma gracinha, com o perdão do trocadilho - aí da foto é a garça-azul,  cujo nome científico é Egretta caerulea. No Paraná recebe o nome de garça morena.

Habita a América, do sul dos USA até o Brasil. Vive em todo o nosso litoral, na Amazônia e Pantanal. Adora o manguezal, onde nidifica no alto das árvores. Observei várias vezes esta ave no manguezal do Rio Piraqueaçu em Aracruz.

Alimenta-se de pequenos peixes, moluscos e crustáceos. Note-se que a ponta de seu bico tem uma coloração mais escura, de tanto enfiá-lo na lama. Usa o bico como uma lança para revirar a lama do mangue, caçando os invertebrados .

Na foto vê-se o indivíduo adulto. Quando jovem tem a coloração branca e vai escurecendo com o tempo. Indivíduos intermediários são manchados.

As duas fotos foram feitas no Parque Dormitório das Garças em Cabo Frio, dias atrás, na folga de Natal.

Passarinhada em Domingo de Chuva

14:37 Postado por Geremias Pignaton





Clique sobre as fotos para ampliar




Por aqui chove praticamente sem parar.
Se tem um adversário do fotógrafo de aves, é a chuva. O equipamento não pode ver umidade. 
Entretanto, ontem, domingo á tarde, deu uma aragem de sol e mormaço. Pude, então, dar uma saidinha para minha cachaça, meu vício atual. Dei uns cliques legais.

O primeiro lá de cima é o suiriri-de-garganta-branca. Muito parecido com o suiriri, com a garganta e o alto da cabeça mais brancos. Aproximei-me dele de dentro do carro e mandei ver, rendendo fotos maravilhosas.
O segundo é um dos pássaros mais belos que eu conheço. Chama-se polícia-inglesa-do-sul. Em Ibiraçu o chamamos de sangue-de-boi. Este aí é o macho, a fêmea é parda. Vive isolado ou aos casais em pastarias, sobretudo perto de brejos e lagoas.
O terceiro é o periquito-rei. Tem vários nomes comuns pelo Brasil afora. Em alguns lugares o chamam de coquinho-de-ouro, nome muito apropriado.Em Ibiraçu não me lembro de tê-lo visto.
O quarto é um joão-de-barro iniciando o banho numa poça d'água da estrada. Parece um pato nadando. Tava muito quente e ele se refrescava com gosto.
O quinto é um pássaro do gênero Myiarchus muito difícil de identificar. Neste gênero existem 4 espécies por aqui, todas muito parecidas. Uma é esta aí, a irré. As outras três são a maria-cavaleira, maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado e maria-cavaleira-pequena. Só identifiquei esta daí porque ela vocalizou quando eu a fotografava.

Taí, caríssimos leitores, um pouquinho da "arte" que fiz neste domingo, enquanto a chuva permitiu.






Bacurauzinho - Chordeiles pusilus

04:05 Postado por Geremias Pignaton




Fotos GPignaton - Clique sobre as imagens para ampliar - O olho vermelho da terceira foto foi efeito do flash


Encontrei este pequeno bacurau por acaso quando tentava com o play-back atrair um tapaculo-de-colarinho. Era um terreno pedregoso, com a relva baixa, perto da minha casa. Já os tinha visto no farol do carro na estrada de terra de acesso a minha casa.
Quando eu estava caminhando ele voou assustado comigo. Observei onde ele pousou a uns 50 metros e fui com muito cuidado para localizá-lo no chão.
Fiquei muitos minutos olhando para o local onde ele estava até divisá-lo. A presença dele foi denunciada por uma piscadela de olho. O bichinho tem um mimetismo perfeito. Só olhos atentos e treinados para vê-lo e, mesmo assim, com muita dificuldade.
Observei uma dezena deles no local e fotografei uns três.
Ele é do tamanho de uma rolinha, apesar de ter um envergadura grande e em voo parecer muito maior.
Fico feliz  de tê-lo por aqui encontrado e fotografado.
Na região de Ibiraçu nunca o vi, mas na literatura consta que ele ocorre por lá.

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